quarta-feira, 1 de agosto de 2012



Crazy Town - Butterfly

Vem minha senhora (minha dama também se aceita),
vem, vem minha senhora,
tu és a minha borboleta,
açucar,
bebé.

É assim que começa a primeira (e certamente a melhor) música que nos vem à cabeça quando pensamos no amplo mundo das músicas com a presença de animais fofinhos no título.

O que é que os Crazy Town não terão conseguido neste mundo, com este tão arrebatador single de estreia "Butterfly" é a pergunta que se impõe?

Sabemos que conseguiram chegar a nº1 de vendas nos EUA.
Sabemos também que chegaram ao guiness book of records por serem a primeira banda com mais tatuagens do que pele visível.
Sabemos que encheram a humanidade de groove pela forma como dançavam (de destacar o movimento indescritível do minuto 1.56).
Sabemos ainda que foi a banda com os vocalistas (Epic e Shifty, assim se auto-intitulavam) mais rápidos a provocar vómitos pelo simples contacto visual.

Mas há algo ainda maior que garante aos Crazy Town um lugar na história que por vezes nos esquecemos. Falo do contributo único que o videoclip de "Butterfly" deu ao mundo dos efeitos especiais.

Aquilo que começa como um possível anúncio a uma loja de massagens orientais na Expo (perdão, no Parque das Nações), transforma-se numa das mais belas e criativas experiências sensoriais de sempre. A capacidade alucinogénica é tal que somos forçados a concluir que este será certamente o videoclip que os Beatles imaginaram quando escreveram "Lucy in the sky with diamonds".

Os efeitos especiais são tantos e tão credíveis que englobá-los todos neste texto daria origem a uma infindável dissertação. Opto antes por deixar aqui os que considero mais importantes começando pelo "ecrã mini-trampolim" do minuto 1.05, nunca antes visto e que não pode ser confundido com o "ecrã aquário" do minuto 2.00 ou com o "ecrã trampolim de salto ornamental" do minuto 3.25, ambos de absoluta originalidade também. Logo a seguir, as inacreditáveis "estrelas voadoras" que saem dos ombros de Shifty para conhecer o mundo e enchê-lo de magia. Aos 2.16 somos comovidos com "o beijo de Órion" e aos 2.47 a nossa alma respira uma inesgotável esperança com o "nascimento das asas", o apogeu desta epopeia imagética.

Expressões existentes nunca farão justiça à experiência "Butterfly". Chamemo-la então, como hoje por aí ouvi, uma experiência completamente belíssima.

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